Vem por aqui, diz o serviço
público com os olhos doces
Acenando-lhe com as notas, e seguro
que seria bom que Portugal ouvisse a Joana
Quando lhe dizem: “Vem por aqui”
Ela lá olha a câmara com os olhos lassos
Gesticula com os braços
E desata a falar para ali
A mensagem não é honesta
E não convence ninguém
Mas ela não liga, só quer festa
E diz que prefere ser paga em notas de cem
Não, ela não está nem aí!
Não quer saber do que pensa o zé ninguém
Com o iPhone quer comunicar com o Mundo
Mas acabou por se enterrar bem fundo
“Se fosse eu”, Joana, ganhava vergonha
E poupava-me ao ridículo quando o serviço público dissesse
“Vem por aqui”










