Achei por bem começar este blog com um bem haja aos poucos atletas portugueses que me puseram contente nestes Jogos Olímpicos. Atletismo, Vela, Ténis de Mesa e Tiro encheram-me, sem dúvida, as medidas.
Confesso que apenas conheci os nossos rapazes da raquete numa das muitas maratonas que tenho feito nos canais que transmitem a prova . Deliciei-me com o show de bola e o 3-0 que aplicamos na Grã-Bretanha e fiquei fã, no momento.
O sorriso e o gozo com que fiquei depois daquele jogo desvaneceram-se quando o comentador relembrou que iríamos jogar com o vencedor do derby das Coreias. Pensei que iríamos ser cilindrados.No entanto, o massacre que previ não passou disso: de uma previsão.
João Pedro Monteiro, Tiago Apolónia e Marcos Freitas deram a mim e a todos os portugueses que acompanharam o jogo três horas e pouco de espetáculo, de garra, de vontade e de juventude. Encostamos às cordas a seleção número 2 do Mundo, pusemos em sentido um antigo campeão olímpico e acima de tudo mostramos que sabemos o que fazemos e que somos uma certeza no panorama do ténis de mesa mundial.
Espero, sinceramente, que estes rapazes não sejam esquecidos e que, quando entrarem em campo nos JO de 2016 todos nós saibamos os seus nomes e feitos de cor. Espero também que os jornais saiam da zona de conforto e virem um bocadinho os holofotes para estes bravos que bem merecem.
Perdemos, é certo, mas aposto que aqueles 4 pares de olhos coreanos que nos derrotaram ficaram um pouquinho mais em bico depois de hoje. Bravo!
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