quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Auch wenn Michael!



Ontem, após recomendação do blogue do meu amigo Paulo Pereira, vi o documentário Senna. É brutal, é intenso e recomendo vivamente. Que carreira incrível de um prodígio que quebrou 1000 e um recordes e prometia ser o maior de todos os tempos. Já tinha ouvido o meu pai a falar dele, mas nunca o tinha visto em ação. Ontem confirmei que nenhuma das suas palavras eram exageradas. Era o mais forte, o mais rápido, era o melhor. Não merecia o fim que teve, mas morreu a fazer o que sabia e como se sentia melhor. Re-acendi a paixão que tive, em tempos, pela Fórmula 1.

Se Senna dominou as gerações de 80 e o ínicio da de 90, daí para a frente o domínio foi de Schumacher.

Uma tradição que marcou a minha primeira década de vida foram as disputas entre Schumacher e Hakkinen e o penta-campeonato de Schumi. Ao Domingo de manhã, lá estava eu, sentado no sofá dos meus avós, colado na televisão e a ouvir o Pedro Martins a dar emoção a cada GP como só ele sabia. O meu coração era vermelho, e batia forte a cada vitória do alemão e da Ferrari. E felizmente, festejei-as várias vezes. Só depois da cerimónia dos prémios e do hino tocar, é que ia almoçar.  

Com o tempo, deixei de ver as corridas. Após o Hakkinen se afastar, perdi o encanto. O Schumacher dominou tudo e a competição não andou pelo mundo da F1, durante alguns anos. Soube entretanto que retirou-se, voltou e que nunca mais atingiu a glória de outros anos. Para mim, no entanto, há de sempre ser o  mágico do fato vermelho que me cativou, há uns anos.

Hoje soube que Schumi pendurou as luvas . É definitivo, diz ele. Custa-me a acreditar, mas já são 43 anos de idade e um retorno com pouco sucesso. Já são motivos para pensar em acabar de vez. 

Mais um dos gigantes do desporto do século XX termina a carreira. Schumacher, o rei das pole-positions, retornou à boxes uma última vez. Até sempre!

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