Nos JO de Tenis de Mesa caímos para a super-favorita Coreia, no desempate. A 15 de Setembro, após empate no tempo regulamentar, Portugal perdeu por 5-4 na final do Europeu de Hoquei, com um golo de Espanha a 2 minutos do fim. Quase 3 meses depois, a selecção de Futsal perdeu 4-3 com a Itália, nos quartos de final do Mundial, com um golo ao cair do pano. É muito azar para um país só.
Foi um morrer na praia para três seleções que não mereciam ficar por terra. Foi bom ver Portugal a subjugar três das maiores do Mundo nas respetivas modalidades. Nunca tinhamos mordido os calcanhares da Coreia em Tenis de Mesa, há sete ou oito anos que não vencemos Espanha em finais de Hoquéi e nunca vencemos Itália em Futsal. E nos três jogos, fomos claramente melhores e os nossos rapazes mereciam a vitória. Foi pena que nos dois jogos (Hóquei e Futsal), os senhores árbitros tenham tido umas atitudes um pouco duvidosas, com critérios dúbios e por vezes parciais. No entanto, deixaram excelentes indiciadores para o futuro. Como diz o ex-capitão Reinaldo Ventura, "as gerações que aí vem, ainda nos vão dar muitas alegrias". Não só no Hoquei, assim como nas outras "amadoras". Afirmo, com todo o prazer, que tive gosto em sentir-me português ao ver os três jogos.
Que estes sucessos sirvam para abrir os olhos dos senhores que mandam nisto e que se revejam os investimentos no desporto português. Uns assustam os coreanos. Uns subjugam a Itália, , 3ª melhor do Mundo, e colocam-se a ganhar por 3. Outros empatam a 2 com o Gabão, 52ª equipa do Mundo, tendo um orçamento superior aos que tinham subjugado a Itália e muito superior aos do Ténis de Mesa. São os resultados das escolhas que se fazem por parte do Governo.

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